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Lei de TICs no Brasil: como transformar incentivo fiscal em vantagem competitiva (de verdade)

A Lei de TICs, evolução da antiga Lei de Informática, deixou de ser apenas um alívio tributário e virou um motor estratégico de inovação. Ao converter investimentos em PD&I em crédito financeiro compensável e combinar isso com PPB e Projetos Prioritários (PPPs), a política aproxima empresas de universidades/ICTs, reduz risco tecnológico e acelera o go-to-market. Para diretores de inovação, a oportunidade está em tratar o incentivo como “capex de risco” para novos produtos, integrar PPB ao desenho de engenharia desde o início e conectar o roadmap a trilhas prioritárias (IA, 5G/6G, cibersegurança, semicondutores). Com boa governança (KPIs, compliance e dossiê de elegibilidade), o ganho aparece em três camadas: fiscal, tecnológico e de mercado com mais velocidade, diferenciais competitivos e menor dependência externa.

Por que falar da Lei de TICs agora

O MCTI publicou no dia 29/09/2025 uma síntese dos impactos recentes da Lei de TICs (a evolução da antiga Lei de Informática), destacando aumento de investimentos em PD&I, aproximação com universidades/ICTs e ganhos de competitividade industrial. O recado é claro: não é só sobre benefício fiscal; é sobre estratégia de produto, talento e posicionamento tecnológico. Serviços e Informações do Brasil

quem domina a Lei de TICs transforma crédito financeiro em motor de inovação, acelera o time-to-market e reduz dependência tecnológica externa.


O que é (e o que mudou): do IPI ao crédito financeiro

Até 2019, o incentivo era essencialmente uma desoneração de IPI. Com a Lei nº 13.969/2019, o modelo migrou para crédito financeiro atrelado ao investimento em PD&I, compensável com tributos federais administrados pela Receita Federal. Isso trouxe compliance internacional (pós questionamentos na OMC), ampliou o escopo de beneficiários (incluindo software e serviços técnicos) e conectou o incentivo ao resultado em inovação, não somente à fabricação. Planalto+1

Como funciona, na prática:

  • Crédito financeiro proporcional ao dispêndio mínimo de PD&I, utilizado para compensar tributos federais (modalidade trimestral ou anual). Serviços e Informações do Brasil+1

  • PPB (Processo Produtivo Básico): conjunto mínimo de etapas produtivas no Brasil; pode ser cumprido ou compensado com investimentos adicionais em PD&I, conforme regras vigentes. Serviços e Informações do Brasil

  • PPPs (Programas/Projetos Prioritários): carteiras do MCTI/Embrapii em áreas críticas (5G/6G, Open RAN, cibersegurança, semicondutores, agro robótica, entre outras). Embrapii


Incentivo como capex de risco para novos produtos

A mudança para crédito financeiro conecta a política a um resultado objetivo: produto novo no pipeline. Se a sua empresa já investe em inovação, a Lei de TICs precifica melhor o risco: parte do esforço retorna em forma de crédito compensável. Resultado: mais experimentos, maior taxa de acerto e backlog de features mais ousado. Serviços e Informações do Brasil

Checklist executivo (rápido):

  • Portfólio com teses tecnológicas claras (onde vamos competir em 12–36 meses?).

  • Mapa de lacunas regulatórias/PPB por linha de produto. Serviços e Informações do Brasil

  • Esteira de PD&I conectada a PPPs temáticos (ex.: cibersegurança, 5G/6G, IA aplicada). Embrapii


Universidades e ICTs como força de P&D estendida

A política estimula parcerias com ICTs e universidades. O efeito é duplo:

  1. empresas acessam capabilidades de fronteira (laboratórios, talentos, bibliotecas de modelos e protótipos),

  2. academia direciona pesquisa para demandas reais e formação de mão de obra pronta para a indústria. Serviços e Informações do Brasil

Casos e frentes recentes citadas por MCTI/Embrapii: IA e arquiteturas cognitivas, 5G/6G, Open RAN, cibersegurança, tecnologias quânticas, agro digital, imersivas — áreas que tendem a ancorar diferenciais competitivos na próxima década. Serviços e Informações do Brasil+1


Go-to-market acelerado com PPPs

Projetos Prioritários organizam a demanda: a empresa entra em trilhas temáticas já estruturadas (prazos, entregáveis, governança). Isso reduz atrito interno, facilita a medição de resultados e posiciona o time de inovação para priorizar o que move a agulha (ex.: latência e segurança em soluções 5G privadas; confiabilidade e resiliência em automação industrial; conformidade e rastreabilidade em cadeias críticas). Embrapii


Incentivo é meio, vantagem competitiva é fim

A Lei de TICs deixa de ser “tática fiscal” quando vira plano de produto + talento + parcerias. O blueprint é conhecido: governança sólida, PPB integrado, PPPs certos e ICTs fortes. Quem executar melhor em 2025–2026 sai na frente — não só na captura do crédito, mas no que realmente importa: participação de mercado, margens e barreiras tecnológicas.


Quer acelerar isso com segurança e velocidade?

A Ronnin ajuda empresas a conectar incentivos de inovação a resultados de negócio: diagnóstico de enquadramento, desenho da esteira de PD&I, seleção de PPPs/ICTs, governança de PPB e acompanhamento de KPIs até a compensação do crédito.

Autor: Salomão Eineck Júnior, Head de Inovação na Ronnin.

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